Christy, 19
Extraviados
Cansei. Estou cansada de estar sentada neste vazio imenso. Cansada,de tudo. Qualquer coisa me dá tédio. Eu sou um tédio. Ligo a tv e finjo que assisto,olhando para o oco,para nada. E não;não há nada que eu possa fazer que possa melhorar isso. Quero dizer,coração sangrando não tem remédio,tem? Mas se inventarem algum,por favor me avisem. É claro que não escolhi estar partida ao meio,esse tal de amor veio e não me deixou saída. Me encurralou, transformando-me em sua marionete - seduzida pela paixão. Depois ele - o tal de amor ou essa coisa,tanto faz - deu o seu bote até me encurralar e quando vi já caí em sua maior armadilha,enfiada numa ratoeira de sentimentos que não se desprendem de dentro de mim,ficam aqui como vermes,roendo o coração, que de tão frágil sangrou logo nas primeiras roídas.E coração sangrando não tem remédio. (Teu coração sangra feito o meu? Me dói nunca poder saber.)
Pois em portos,avenidas,ruelas e vidas diferentes,nos perdemos.
Odestinodascoisas.
obrigada e bem vinda! *-*
Hoje um sopro de brisa do mar me levou até você. E eu,sempre a tua procura,simplesmente me deixei levar - os pés descalços deixando marcas de pegadas na areia,que como tudo na vida,com o tempo logo sumirão. Andei milhas até ver uma pequena silhueta longíngua,que com os meus passos firmes foram aumentando cada vez que chegava mais perto,até finalmente ver que aquela sombra era você,que aparentemente estava parado ali há muito tempo - semanas,meses,anos? - a me esperar. Segundos se passaram para perceber também que ao me ver,abriste um sorriso - que de tão lindo,encheram meus olhos de lágrimas. Então corri,corri até teus braços,e dei-lhe um abraço apertado que quase nos sufocou - mas você não reclamara,apenas sorria enquanto seus olhos brilhavam e refletiam-se nos meus como dois oásis perdidos que se complementaram em um deserto vasto. Ficamos ali os dois,olhando um para o outro como se desviássemos os olhares pudéssemos evaporar de nossas vistas. E então,você mais uma vez sorrira com um calor do tamanho do sol,e oferecera-me a mão. Retribuira gentilmente,e pus minhas mãos nas suas. “Venha” disse ele “Para onde?” perguntei,mesmo que no fundo eu soubesse a resposta. “Para onde a brisa do mar nos levar” respondera.
Odestinodascoisas.
Ás vezes tenho algo parecido com uma ‘fome de carinho’. Nesses dias,tudo o que eu quero para ser feliz é um abraço amigo bem longo e apertado,um beijo fraterno, uma palavra bonita. Coisas simples assim,algo que todos poderia oferecer sem alguém ter que lhes pedir.Ou talvez eu só precise de um pouco de atenção,poxa.
Odestinodascoisas.